|
CONSELHOS
AOS PAIS E EDUCADORES
Indicadores de estar sendo alvo de
Bullying
Quando a agressividade passa a ser Bullying?
Agressores precisam de vítimas.E
quem são as vítimas?
Aos pais
Aos diretores, coordenadores e professores
das escolas.

- Indicadores de estar
sendo alvo de Bullying
- Demonstrar falta de
vontade de ir à escola.
- Sentir-se mal perto
da hora de sair de casa.
- Pedir para trocar de
escola.
- Revelar medo de ir
ou voltar da escola.
- Pedir sempre para ser
levado à escola.
- Mudar freqüentemente
o trajeto entre a casa e a escola.
- Apresentar baixo rendimento
escolar.
- Voltar da escola, repetidamente,
com roupas ou livros rasgados.
- Chegar muitas vezes
em casa com machucados inexplicáveis.
- Tornar-se uma pessoa
fechada, arredia.
- Parecer angustiado,
ansioso, deprimido.
- Apresentar manifestações
de baixa auto-estima.
- Ter pesadelos freqüentes,
chegando a gritar "socorro" ou "me deixa" durante
o sono.
- "Perder",
repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro.
- Pedir sempre mais dinheiro
ou começar a tirar dinheiro da família.
- Evitar falar sobre
o que está acontecendo, ou dar desculpas pouco convincentes
para tudo.
- Tentar ou cometer suicídio.
Se seu filho (filha),
apresenta alguns dos sinais descritos acima, pode ser que ele (ela)
esteja sendo alvo de Bullying.
Tente conversar com ele sobre o assunto e, caso ele confirme sua suspeita,
procure o professor e/ou a direção da escola para ajudarem
a solucionar o problema.
Não exija dele o que ele não se sinta capaz de realizar!
Não o culpe pelo que está acontecendo!
Elogie sua atitude de relatar o que o está atormentando!
topo
da página

Quando a agressividade
passa a ser Bullying?
É comum que as
crianças passem por situações na vida, em que
se sintam fragilizadas e em decorrência disso tornem-se temporariamente
agressivas. Assim, o nascimento de um novo bebê na família,
a separação dos pais ou a perda de algum parente próximo
podem ser motivo para a mudança repentina no comportamento
da criança. No entanto, normalmente, essa "tempestade"
aos poucos vai passando e volta a "calmaria".
Mas, há casos em
que se observa algo diferente: algumas crianças apresentam uma
agressividade não apenas transitória, mas permanente.
Parecem estar sempre provocando situações de briga.
Eis alguns motivos para
que essas crianças se tornem agressores crônicos, possíveis
autores de Bullying.
- Porque foram mal acostumadas
e por isso esperam que todo mundo faça todas as suas vontades
e atenda sempre às suas ordens.
- Gostam de experimentar
a sensação de poder.
- Não se sentem bem
com outras crianças, tendo dificuldade de relacionamento.
- Sentem-se inseguras e inadequadas.
- Sofrem intimidações
ou são tratados como bodes expiatórios em suas casas.
- Já foram vítimas
de algum tipo de abuso.
- São freqüentemente
humilhadas pelos adultos.
- Vivem sob constante e intensa
pressão para que tenham sucesso em suas atividades.
Evidentemente, essas crianças
precisam de ajuda, mais do que de punição. Torna-se
urgente dar assistência a elas, para que se possa interromper
esse ciclo de violência que vai se instalando em suas vidas.
topo
da página

Agressores precisam de vítimas. E quem são as vítimas?
Geralmente, os autores
de Bullying, procuram pessoas que tenham alguma característica
que sirva de foco para suas agressões. Assim, é comum
eles abordarem pessoas que apresentem algumas diferenças em
relação ao grupo no qual estão inseridas, como
por exemplo: obesidade, baixa estatura, deficiência física,
ou outros aspectos culturais, étnicos ou religiosos. O que
se verifica é que essas crianças são alvos mais
visados e tornam-se mais vulneráveis ao Bullying, por possuírem
algumas dessas características específicas.
Mas, o fato de sofrer Bullying não é culpa da vítima,
pois ninguém pode ser responsabilizado por ser diferente!...
Na verdade, a diferença é apenas o pretexto para que
o agressor satisfaça uma necessidade que é dele mesmo:
a de agredir.
Tanto os pais, quanto as escolas, devem ajudar as crianças
a lidarem com as diferenças, procurando questionar e trabalhar
seus preconceitos. E uma das boas maneiras de se lidar com isso é
promovendo debates, nos quais os jovens possam tomar consciência
dessas questões e confrontar suas idéias com a de outros
jovens.
topo
da página

Aos pais
Se você for informado
de que seu(sua) filho(a) é um(a) autor(a) de Bullying, converse
com ele(a) e:
- Saiba que ele(a) está
precisando de ajuda.
- Não tente ignorar
a situação, nem procure fazer de conta que está
tudo bem.
- Procure manter a calma
e controlar sua própria agressividade ao falar com ele(a).
Mostre que a violência deve ser sempre evitada.
- Não o(a) agrida,
nem o(a) intimide; isso só iria tornar a situação
ainda pior.
- Mostre que você
sabe o que está acontecendo, mas procure demonstrar que você
o(a) ama, apesar de não aprovar esse seu comportamento.
- Converse com ele(a):
procure saber porque ele(a) está agindo assim e o que poderia
ser feito para ajudá-lo(a).
- Garanta a ele(a) que
você quer ajudá-lo(a) e que vai buscar alguma maneira
de fazer isso.
- Tente identificar
algum problema atual que possa estar desencadeando esse tipo de
comportamento. Nesse caso, ajude-o(a) a sair disso.
- Com o consentimento
dele, entre em contato com a escola; converse com professores, funcionários
e amigos que possam ajudá-lo(a) a compreender a situação.
- Dê orientações
e limites firmes, capazes de ajudá-lo(a) a controlar seu
comportamento.
- Procure auxiliá-lo(a)
a encontrar meios não agressivos para expressar suas insatisfações.
- Encoraje-o(a) a pedir
desculpas ao colega que ele(a) agrediu, seja pessoalmente ou por
carta.
- Tente descobrir alguma
coisa positiva em que ele(a) se destaque e que venha a melhorar
sua auto-estima.
- Procure criar situações
em que ele(a) possa se sair bem, elogiando-o(a) sempre que isso
ocorrer.
topo
da página

Aos diretores,
coordenadores e professores das escolas
Se vocês desejam
reduzir o Bullying dentro das escolas , aqui vão alguns conselhos
para lidar com isso.
- Desde o primeiro dia
de aula, avisem aos alunos que não será tolerado Bullying
nas dependências da escola. Todos devem se comprometer com isso:
não o praticando e avisando à direção
sempre que ocorrer um fato dessa natureza.
- Promovam debates sobre
Bullying nas classes, fazendo com que o assunto seja bastante divulgado
e assimilado pelos alunos.
- Estimulem os estudantes
a fazerem pesquisas sobre o tema na escola, para saber o que alunos,
professores e funcionários pensam sobre o Bullying e como acham
que se deve lidar com esse assunto.
- Convoquem assembléias,
promovam reuniões ou fixem cartazes, para que os resultados
da pesquisa possam ser apresentados a todos os alunos.
- Facultem a oportunidade
de que os próprios alunos criem regras de disciplina para suas
próprias classes. Essas regras, depois, devem ser comparadas
com as regras gerais da escola, para que não haja incoerências.
- Da mesma maneira, permitam
que os alunos busquem soluções capazes de modificar
o comportamento e o ambiente.
- Sempre que ocorrer alguma
situação de Bullying, procurem lidar com ela diretamente,
investigando os fatos, conversando com autores e alvos. Quando ocorrerem
situações relacionadas a uma causa específica,
tentem trabalhar objetivamente essa questão, talvez por meio
de algum projeto que aborde o tema. Evitem, no entanto, focalizar
alguma criança em particular.
- Nos casos de ocorrência
de Bullying, conversem com os alunos envolvidos e digam-lhes que seus
pais serão chamados para que tomem ciência do ocorrido
e participem junto com a escola da busca de soluções.
- Interfiram diretamente
nos grupos, sempre que isso for necessário para quebrar a dinâmica
de Bullying. Façam os alunos se sentarem em lugares previamente
indicados, mantendo afastados possíveis autores de Bullying,
de seus alvos.
- Conversem com a turma
sobre o assunto, discutindo sobre a necessidade de se respeitarem
as diferenças de cada um. Reflita com eles sobre como deveria
ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados.
topo
da página
|